O mundo do Heavy Metal está de luto. Ross "The Boss" Friedman, o lendário guitarrista e membro fundador dos reis do metal, Manowar, faleceu na passada quinta-feira, 26 de março, aos 72 anos. A notícia, confirmada através de uma nota oficial nas suas redes sociais, marca o fim de uma era para inúmeros fãs que cresceram ao som dos seus riffs imortais, que definiram não apenas uma banda, mas um género inteiro.

Ross the Boss em palco

A causa da morte foi a sua recente e corajosa batalha contra a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA ), uma doença neurodegenerativa implacável que lhe foi diagnosticada em fevereiro deste ano. A doença, que ataca os neurónios motores, roubou-lhe cruelmente a capacidade de fazer o que era o sopro da sua vida: tocar guitarra.

"É com profunda tristeza que anunciamos o falecimento de Ross “The Boss” Friedman... Um guitarrista lendário e pai querido, a sua música e o seu espírito impactaram fãs ao redor do mundo tanto quanto vocês o impactaram. [...] A sua música significava tudo para ele, e a sua guitarra era o sopro da sua vida. Essa doença insidiosa tirou isso dele. O seu legado com The Dictators, Manowar, Ross the Boss Band e outras colaborações viverá para sempre nos nossos corações e ouvidos."

— Excerto da declaração oficial.

Nascido no Bronx, Ross foi a força motriz por trás dos hinos que se tornaram a banda sonora de legiões de headbangers. Desde a fundação do Manowar em 1980, a sua guitarra trovejante e a sua presença de palco definiram álbuns icónicos como "Battle Hymns", "Into Glory Ride", "Hail to England", "Sign of the Hammer", "Fighting the World" e o eterno "Kings of Metal". A sua saída da banda em 1989 deixou um vazio que, para muitos, nunca foi verdadeiramente preenchido.

Ross the Boss, lenda do Manowar

Mesmo após o diagnóstico, Ross mostrou uma força incrível, agradecendo o apoio esmagador de fãs, amigos e família. "É difícil saber o que o futuro reserva, e dói-me muito não poder tocar guitarra, mas a demonstração de carinho tem sido imensa", declarou na altura.

Hoje, o metal não chora apenas a perda de um músico. Chora a perda de um guerreiro, um pioneiro e um verdadeiro irmão de armas. Para mim, e para tantos como eu, a descoberta do Manowar foi um rito de passagem. Foi a primeira vez que o metal pareceu mais do que música; pareceu uma causa, um exército do qual fazíamos parte. E nesse exército, Ross the Boss era o nosso general na linha da frente, o ferreiro que forjou a espada que todos nós empunhamos com orgulho.

Até Valhalla, grande guerreiro. Hail and Kill!

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