Numa era dominada por tendências fugazes, há um som que se recusa a morrer: o Heavy Metal tradicional. É neste terreno que os LADON HEADS, do norte de Portugal, erguem a sua bandeira. Com o seu álbum de estreia, "Steel for Fire", a banda não se limita a prestar homenagem aos gigantes do género; eles reacendem a chama com uma fúria própria. O Portal Metal sentou-se (virtualmente) com a banda para desvendar os segredos por trás do dragão de cem cabeças e da sua demanda pelo aço.

Portal Metal: Podem contar-nos como se formaram os Ladon Heads em 2022? O que vos levou a juntarem-se e qual foi a faísca inicial para criar esta banda?

Ladon Heads: Boas Portal Metal, antes de mais muito obrigado pelo interesse é um prazer conversar convosco! Então isto vem um pouco de um objetivo que temos desde miúdos. Eu (Infernando ) e o Rui Thorpedro sempre quisemos ter uma banda, começamos a tocar guitarra juntos – chegamos a tentar ter um projeto algures por 2008 que nunca se materializou. Nisto a vida aconteceu e estivemos parados muitos anos. Na altura do Covid comecei a escrever umas cantigas e ia partilhando com o Samu (baterista). Ele gostou e disse que conseguia tocar aquelas malhas ahah. Quando já tínhamos algumas concluídas voltei a falar com o Rui, mostrei-lhe umas demos meias cansadas que tinha gravado e ele alinhou. Depois perguntei ao Antombnio “olha não queres vir tocar num projeto de Heavy Metal com o Samu e o Rui? Já temos algumas malhas, podes ficar com uma das guitarras ou com o baixo”. Ele tinha comprado um baixo recentemente e queria “testar” ahah E assim ficou. Ensaiamos todos juntos pela primeira vez em casa do Samu algures por Abril/Maio de 2022 se não estou em erro.

Portal Metal: A escolha do nome "Ladon Heads" é bastante evocativa. Qual é o significado por trás desta denominação e como se relaciona com a vossa identidade musical?

Ladon Heads: Relativamente ao nome, era algo que tinha pensado antes de me juntar com o resto da malta e toda a gente gostou. Eu queria fazer Heavy Metal na onda dos nossos heróis do underground e na altura andava a ler bastante sobre Mitologia Grega. A Grécia é um dos países mais importantes para este nicho do metal (especialmente a vertente épica) e para além de ser um tema (mitologia) que fica muito bem com este estilo musical seria um tributo merecido. O Ladon é o dragão de 100 cabeças que guarda o jardim das Hespérides, onde se encontram as maçãs douradas que Héracles teve de capturar num dos seus trabalhos. Vi no metal archives que já havia uma banda chamada Ladon, então para evitar confusões acabei por adicionar o “Heads” - mais porque tem a ver com o Ladon, mas acabou por ficar também uma certa alusão a bandas icónicas como Motorhead e Diamond Head ahah Não foi de propósito contudo.

Portal Metal: Desde o início, tiveram uma visão clara do som que queriam alcançar, ou foi algo que se desenvolveu organicamente durante o processo de criação?

Ladon Heads: Para responder de uma forma muito honesta sim e não. Temos todos gostos muito diferentes e a única regra é: “não soar demasiado moderno e soar a heavy metal”. Nesse sentido sabíamos que não queríamos ir numa onda de guitarras afinadas 3 tons abaixo, “odd time signatures”, breakdowns e coisas assim – nada contra, mas faria perder o som clássico do Heavy Metal que queriamos. A partir daí vale tudo. Se soar bem e acharmos que era algo que gostaríamos de ouvir de outra banda, avançamos.

Portal Metal: As vossas influências incluem bandas icónicas como Omen, Manilla Road e Cirith Ungol. O que é que estas bandas têm de especial que vos inspirou tanto?

Ladon Heads: Acredito que estas bandas representam exatamente aquilo que é o Heavy Metal e especialmente a vertente mais épica. Riffs marcantes, melodias épicas – daquelas de levantar os pelos do braço – letras de fantasia mas sempre com um pé assente no mundo atual e vozes todas distintas mas extremamente características. Ouves o J.D: Kimball, o Mark Shelton ou o Tim Baker e sabes logo qual é a banda que estás a ouvir. Acima de tudo, são bandas que têm uma atitude e um espírito na sua música que para além de irreplicável, é transmitido para quem ouve de uma maneira que é difícil de descrever mas é definitivamente impactante. Não sei se consegui responder bem à pergunta mas acho que é um bocado por isto que estas bandas são os porta-estandartes deste som.

Portal Metal: Como conseguem equilibrar o respeito pelas tradições do heavy metal clássico com a necessidade de criar algo distintamente vosso?

Ladon Heads: Boa pergunta! Eu acho que o nosso foco é fazer música que gostamos e que “passa” por Heavy Metal tradicional. Nós tentamos compor no estilo das nossas referências mas às vezes durante o processo as ideias desenvolvem-se por outros caminhos – seja por causa de muletas/vícios que tenhamos de composição ou da maneira de tocarmos. Existe também um fator importante neste ponto que se prende com as nossas limitações como músicos. Nenhum de nós é profissional (nem perto ahah) ou teve formação musical clássica. Todos aprendemos os instrumentos à base de tocar o que gostamos. Quando compomos e tentamos fazer algo no estilo de x, acaba por sair algo muito diferente de x. E isso até é bom, porque quando sai algo bom (ou que a gente goste pelo menos) acaba por ser alusivo a x mas bastante diferente – mesmo não tendo sido de propósito ahah. Depois nos arranjos, todos temos inputs dos estilos que gostamos e que dá uma cor meia diferente. O Antombnio por exemplo teve uma fase que andou colado em funk dos anos 60. Isso para criar linhas de baixo fora da caixa do heavy metal é incrível. O Rui adora folk metal – dá-lhe um sentido de melodia para leads algo diferente do habitual a meu ver. O Samu ouve todos os tipos de música e vai a 500 concertos por ano. Consegue ouvir ritmos menos intuitivos e trazer para as nossas malhas. Eu tenho uma voz do fundo do poço, algo que não é o mais comum no Heavy Metal tradicional, que é bastante popular pelas vozes agudas, fortes e virtuosas. Então acho que estas limitações/influências podem ajudar a soar um bocadinho fora do habitual para o Heavy Metal clássico.

Portal Metal: Que papel desempenha a cena metal portuguesa na vossa música? Sentem que há características únicas no metal feito em Portugal?

Ladon Heads: Desempenha sem dúvida um papel muito importante. Ainda que não tenhamos muitas bandas de heavy mais tradicional em Portugal, as que temos são fantásticas e felizmente a cena está a crescer. No nosso som diria que as que mais tiveram impacto foram Ravensire, Ironsword e Wanderer. As primeiras duas por terem aquela veia épica que nos tentamos aproximar, e Wanderer pela aura que tem à sua volta, pelos riffs incríveis e, mais uma vez, pela voz característica. Aliás a nível de voz, todas elas são bastante únicas ahah. Toxikull também foi uma banda fundamental. Reconectei-me com o Samu em 2019 num concerto de Skull Fist no Cacém com Toxikull a abrir e lembro-me de pensar “estes miúdos estão a fazer o que eu queria fazer quando era mais novo e são mesmo muito bons! Não sabia que havia disto em Portugal”. Foi um bom catalisador para a formação de Ladon Heads e acabaram por se tornar os nossos “padrinhos” na cena. Criamos uma óptima relação com eles, fizemos a primeira parte deles em dois dos nossos primeiros concertos quando eles vieram ao Norte, comecei a ter aulas de voz com o Alex, ele tornou-se no nosso produtor (das demos e do álbum) e eventualmente tornei-me baixista de Toxikull eheh. E existem muitas bandas que adoramos, desde mais antigas como Xeque-Mate, V12, Tarantula, passando por Midnight Priest, Lyzzard, Toxik Attack até projetos mais recentes como Dolmen Gate, Danger Machine e Dark Pearl. Cada vez há mais heavy metal em Portugal e cada vez é melhor na minha opinião eheh.

Portal Metal: Para além das influências óbvias do metal, há outros géneros musicais ou até fontes não-musicais que influenciam a vossa criatividade?

Ladon Heads: Sim sem dúvida. O Samu como mencionei é uma pessoa que ouve tudo o que é música, ainda que esteja mais virado para o heavy tradicional. O Rui gosta bastante de música folk (metal e não só), o Antombnio se tivesse spotify provavelmente teria Quim Barreiros e Deicide na mesma playlist ahah. Eu oiço maioritariamente heavy metal e outros subgéneros dentro do metal, mas também tenho fases em que oiço mais música clássica e há alguns estilos mais alternativos que gosto muito como psychobilly (uma mistura de horror punk com rockabilly) ou dark country (que a bem dizer é blues com uma veiazinha de country, assim mais para o melancólico ahah).

Portal Metal: "Steel for Fire" é o vosso álbum de estreia. Como foi o processo de criação desta obra?

Ladon Heads: As malhas na verdade já estavam praticamente todas escritas pouco tempo depois de nos juntarmos. Começamos por gravar as demos que era algo que queríamos lançar o quanto antes para nos podermos mostrar e tentar arranjar concertos. Nessa altura acho que todas excepto a “Born In Steel” já estavam nos alinhamentos dos concertos que demos. Esta última surgiu um pouco mais tarde, se não estou em erro algures pelos inícios de 2024.

Portal Metal: O álbum inclui as vossas demos originais de 2023. Qual foi a decisão por trás de incluir estas faixas?

Ladon Heads: São duas faixas que, por terem sido lançadas de forma independente, acabaram por não sair em formato físico. Quando estávamos a conversar com a Lost Realm Records para lançamento do álbum mencionamos que tínhamos estes singles (que não tinham saído em formato físico) e eles mostraram interesse em adicioná-los ao albúm como faixas bónus. Nós ficamos bastante contentes com a ideia e seguimos em frente eheh.

Portal Metal: Podem explicar-nos o conceito narrativo por trás de "Steel for Fire"?

Ladon Heads: Sim, tentamos contar uma história e avançá-la a cada faixa. Temos o “Prologue” que de certa forma dita o tom da história. Na “Stealers of the Light” contamos a história de uma aldeia “esquecida pelos Deuses” que está a atravessar um inverno rigoroso, as plantações não dão fruto e o desespero começa a crescer dentro dos aldeões. Uma milícia (Army of Men) é formada com o intuito de descer até ao Inferno e roubar a “Luz” que é guardada pelo “Keeper of the Flame”. Este é uma entidade divina, nascido de uma Deusa, que habita no inferno e cujo único propósito é ser o guardião da chama, que controla a luz, as estações do ano e consequentemente tudo o que é impactado por isto. Esta entidade é apresentada na “Birth by Hellfire”. Na “Into the Fire” é descrita a chegada da milícia ao centro da Terra e a batalha contra o “Keeper of the Flame”. No final da batalha, os homens são derrotados e os que sobrevivem são capturados e aprisionados. Na faixa seguinte “Torture” é descrita a tortura a que são sujeitos bem como os seus pensamentos e emoções durante este período obscuro. Por fim, a “Born in Steel” fala-nos de uma profecia que serve como um último raio de esperança. Fala da lenda de um guerreiro nascido no aço, cuja espada é invencível e que é temido por todos os humanos. Talvez este seja capaz de salvar os cativos, quem sabe? Nós ainda não sabemos na verdade, ainda não avançamos mais na história ahah.

Portal Metal: Como é que a produção de Lex Thunder contribuiu para capturar a essência que procuravam para este álbum?

Ladon Heads: Hoje em dia com o desenvolvimento da tecnologia e a facilidade em ter produções bastante “polidas” é difícil explicar a um produtor que não esteja dentro deste nicho do heavy metal tradicional que procuramos um som mais cru e mais “old school”. Trabalhar com o Lex foi maravilhoso porque ele está dentro da cena e compreendeu perfeitamente o que nós procurávamos. Para além de ser um excelente profissional e alguém muito fácil de se trabalhar, é alguém que sabe captar a essência do som do heavy metal dos anos 80 e ao mesmo tempo tem facilidade em usar ferramentas recentes. O processo foi muito tranquilo e acho que vamos trabalhar com ele mais vezes eheh.

Portal Metal: Como funciona o vosso processo de composição?

Ladon Heads: Por norma tentamos trazer ideias minimamente estruturadas para os ensaios (verso+refrão, por vezes já com uma intro e umas leads, por vezes já com uma ideia de bateria) e a partir daí cada um dá o seu contributo e trabalhamos nos arranjos em conjunto. Talvez mude no futuro mas sinto que tem funcionado bem desta forma, e permite trabalharmos de forma assíncrona o que é fundamental visto que o tempo de todos é escasso eheh. Quanto às letras geralmente vêm depois e tentamos que encaixem quer na música quer na história geral. Até aqui tem sido assim pelo menos.

Portal Metal: A atmosfera épica e cinematográfica das vossas músicas é algo que procuram conscientemente criar?

Ladon Heads: Sim, acreditamos que o casamento entre heavy metal e os temas/imagem de “sword and sorcery” é perfeito ahah. Este álbum como contou uma história de fantasia e batalhas, fez todo o sentido trazer esse tipo de imagem como acompanhamento. Aproveitamos para agradecer ao Bruno Ferraz que fez um trabalho excecional com a capa do álbum e ao Tiago Quelhas e à Inês Torcato pela produção e realização do vídeo da “Born in Steel”. Sem dúvida que excederam as nossas expectativas e ajudaram-nos a transmitir visualmente aquilo que tentamos transmitir com a nossa música.

Portal Metal: "Birth by Hellfire" foi um dos singles escolhidos para representar o álbum. O que torna esta faixa especial?

Ladon Heads: Tem um refrão orelhudo ahah. Acho que é de forma unânime a malha que mais gostamos na banda. Ganhou uma cor especial com a ajuda do Alex em dicas para harmonias no refrão bem como com a performance dele em back vocals. Acho que o solo do Rui também está particularmente inspirado e acaba por ser a faixa que tem a estrutura menos convencional – é verso – ponte – verso – refrão – solo – refrão, na vez do clássico verso – refrão – verso – refrão (que usamos em todas as outras ahah). Talvez por isso seja das faixas que nos dá mais prazer de tocar, e acabou por ser escolhida por isso também. Para ajudar à festa, também foi a que o André (da Lost Realm) e o Alex mais gostaram, portanto não foi uma escolha difícil.

Portal Metal: As vossas letras exploram temas de fantasia, guerra e mitologia. O que vos atrai para estas temáticas?

Ladon Heads: Acho que casa mesmo muito bem com o estilo de música e são temas que todos gostamos. Não significa que daqui para a frente sejam os temas exclusivos que abordamos mas nesta fase foi sem dúvida o que fez mais sentido.

Portal Metal: Como foi a recepção das vossas demos iniciais na comunidade underground?

Ladon Heads: A recepção foi bastante positiva e rendeu-nos alguns concertos, que era o nosso objetivo. Para além dos concertos de abertura para Toxikull ainda tocamos uma data no Buraco em Ovar com os Lyzzard, o nosso primeiro festival no Bajonca Rock Fest 2024 em S. Pedro do Sul e uma data nas festas de Santa Maria de Lamas. Isto antes do álbum ser gravado. Quanto a ter algo especial é algo que é difícil para nós vermos até porque como mencionei as nossas “peculiaridades” vêm das limitações que temos, não é algo propositado. Acho que somos só mais uma banda para ajudar à festa, e se temos tido algum feedback positivo creio ser mais porque estamos a tocar um estilo que não é comum em Portugal e as pessoas têm demonstrado alguma sede de heavy metal tradicional.

Portal Metal: Qual é a importância do underground metal para uma banda como os Ladon Heads?

Ladon Heads: É fundamental e a cena underground de heavy tradicional em Portugal é muito pequena mas muito unida. Já contactamos com membros de praticamente todas as bandas portuguesas que mencionei anteriormente e é tudo malta muito aberta e prestável. Temos recebido bastante carinho quer das bandas quer do público e é algo que esperamos poder retribuir. Quanto à cena underground internacional também é algo que nos fascina. Eu e o Samu já fomos a alguns dos festivais mais importantes do nicho (Keep it True, Up the Hammers, Heavy Metal Thunder, Pounding Metal Fest) ver algumas das bandas que dificilmente passarão em Portugal e que são de certa forma os nossos ídolos. Talvez isso mude agora com o Heavy Duty Fest em Lisboa que aproveito para promover sem vergonha ahah 13 de Dezembro no RCA Club com a nata do heavy tradicional português mais os Savage Grace e os Sortilege. Quanto à relação entre o mainstream e o underground não sei bem o que dizer. O mainstream foi muito importante para o metal em geral, muitas bandas das que adoramos foram criadas porque haviam uns Kiss em todo lado, uns Motley Crue ou uns Scorpions. Sem estas bandas talvez não estivéssemos aqui. Hoje em dia o “Metal mainstream” não me diz muito, mas é também muito importante porque é uma porta de entrada para outros géneros e subgéneros de metal. Se a minha irmã não gostasse de Marilyn Manson e Rammstein eu hoje provavelmente não saberia quem eram os Manilla Road ou os Omen. Acho que é um fluxo engraçado porque existirem bandas grandes acaba por ser bom para todos, mesmo que geralmente o que chegue ao mainstream não seja super atrativo musicalmente para nós ahah.

Portal Metal: A Lost Realm Records foi a escolha natural para lançar "Steel for Fire"?

Ladon Heads: Sim 100%. Nós tinhamos uma lista de labels que queríamos “tentar”. A Lost Realm era uma delas. O Alex começou a trabalhar com o André e enviou-lhe as mixes. O André gostou do que ouviu e conversamos sobre isto umas semanas depois no Pounding Metal Fest. Sinto que falamos a mesma linguagem no que diz respeito à música e fiquei particularmente feliz quando ele sugeriu fazer um press em vinil. Nunca imaginei que fosse acontecer, pelo menos tão cedo ahah. A label é extremamente profissional, muito comunicativa, então fica muito fácil trabalhar com eles. Foi sem dúvida a melhor escolha!

Portal Metal: Que conselhos dariam a outras bandas portuguesas que estão a tentar estabelecer-se na cena metal?

Ladon Heads: Acho que o conselho principal é: procurar conhecer as bandas underground do estilo que tocam, ir aos concertos delas, falar com as bandas, falar com as pessoas que estão nos concertos. É a melhor maneira de ficar a conhecer as pessoas, fazer amigos na cena, conhecer espaços de concertos etc. Caso não seja fácil por não haver eventos próximos, acho que ir enviando umas mensagens aos artistas que gostam, pedir conselhos sobre dificuldades especificas que tenham é uma boa ideia. Eu lembro-me de perguntar diretamente a membros de bandas que gostava sobre plug-ins para usar na voz para fazer umas demos ahah. A malta em geral é bastante responsivo e boa onda.

Portal Metal: Como traduzem a energia e atmosfera épica dos vossos estúdios para o palco?

Ladon Heads: Diria que o maior desafio é mesmo a nível vocal no que diz respeito às harmonias. É relativamente fácil em estúdio criar uma certa “grandiosidade” com várias camadas de voz, que fica mais complicado replicar ao vivo. Neste momento estamos 3 a cantar (eu mais o Rui e o Antombnio em back vocals) e acredito que estamos a chegar a um ponto bastante aceitável em conjunto eheh. No início apenas eu cantava e depois apenas o Rui fazia back vocals. Agora acho que depois de convencer o Antombnio a perder a vergonha está a soar mais fixe e mais fiel às versões de estúdio (dentro do possível claro ahah).

Portal Metal: Têm planos para digressões ou concertos especiais para promover "Steel for Fire"?

Ladon Heads: De momento não temos planeado nenhuma digressão. Dependendo de quando sai esta entrevista vamos tocar no Lamas em Chamas dia 13 de Setembro, a apresentação do álbum no final de Novembro no Buraco em Ovar (data por anunciar) e o Heavy Duty Fest no RCA em Lisboa. Pode surgir mais uma ou duas datas que ainda estão por confirmar, o melhor mesmo vai ser seguirem as nossas redes sociais se tiverem interesse nestas informações (e deixo assim mais uma publicidade sem vergonha ahah).

Portal Metal: Qual é a vossa abordagem visual e estética quando se apresentam ao vivo?

Ladon Heads: É algo que ainda temos de trabalhar honestamente. Neste momento estamos simplesmente a tocar da forma que nos sentimos mais confortáveis, mas acredito que vamos evoluir um bocadinho na parte de coesão visual nos próximos concertos. Estamos a trabalhar aos poucos nisto. Dito isto temos um backdrop com a arte do Bruno Ferraz que é bem bonito e ajuda bastante a nível visual.

Portal Metal: Com "Steel for Fire" prestes a ser lançado, quais são os vossos objetivos e expectativas?

Ladon Heads: As expectativas são muito semelhantes às que tínhamos quando lançamos os singles na verdade. Tocar mais e em mais sítios. Era bom vender minimamente bem claro, porque queremos garantir que fomos uma boa aposta para a Lost Realm, mas como banda o principal objetivo é tocar mais, conhecer outras bandas, conhecer novos fãs e ir a novos sítios espalhar a mensagem dos Deuses do Aço!

Portal Metal: Já estão a trabalhar em material novo?

Ladon Heads: Temos já alguns protótipos de malhas mas ainda nada finalizado. À partida vamos seguir na mesma onda, especialmente a nível musical e se possível um bocadinho mais evoluídos nas nossas performances e composições ahah. Mas ainda é cedo para dizer, estamos focados em promover os novos singles, tocar as datas que temos marcadas e promover o álbum quando ele sair – com novas datas sempre que possível. Aos poucos o material novo vai sendo trabalhado e quando estiver pronto para sair do forno sairá.

Portal Metal: Como veem a evolução da banda nos próximos anos?

Ladon Heads: Honestamente, não pensamos muito no futuro. Estamos focados no que temos a fazer a curto prazo, e dependendo de como corre ajustamos as expectativas e os objetivos. A nível de marcos é simplesmente tocar mais, em lugares que ainda não fomos e mais para a frente um segundo álbum era bom. Mas acho que ainda vai demorar.

Portal Metal: Que mensagem gostariam de transmitir aos fãs que vão descobrir os Ladon Heads?

Ladon Heads: Obrigado por nos darem uma chance! Se gostarem apareçam nos concertos perto de vocês e bebemos um copo! Se gostarem mesmo muito podem fazer pre order do albúm em https://www.lostrealmrecords.com/

Portal Metal: Se tivessem de descrever "Steel for Fire" numa única frase, o que diriam?

Ladon Heads: Uma história forjada a aço e fogo.

Portal Metal: Qual é o legado que gostariam que os Ladon Heads deixassem na história do heavy metal português?

Ladon Heads: Ficamos satisfeitos por ser uma banda que toca Heavy Metal em Portugal. Acho que já é um óptimo legado eheh.

Portal Metal: Para terminar, há algo mais que gostariam de partilhar com os nossos leitores?

Ladon Heads: Acho que cobrimos tudo, todas as publicidades foram feitas ahah. Quero agradecer-vos Portal Metal pelo vosso trabalho na divulgação das bandas nacionais e por este bocadinho. Foi um prazer conversar convosco!

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