Numa cena musical muitas vezes dominada por coletivos, emergem vozes singulares de uma força avassaladora. É o caso de MORTEM SOLIS, a one-woman band de Black Metal liderada pela multi-instrumentista Null, que acaba de lançar o seu muito aguardado álbum de estreia, "Hermetic". Disponível de forma independente desde 26 de julho de 2025, a obra é uma corajosa e desoladora imersão nas paisagens mais profundas e sombrias da condição humana.
Composto ao longo de 2024, "Hermetic" é uma obra forjada na mais pura introspeção. O álbum conceptual transita entre o existencialismo cru, o niilismo e uma melancolia poética, servindo como um convite à reflexão radical sobre identidade, sentido e mortalidade. As sete faixas do disco, incluindo uma poderosa releitura de "Ode to Melancholy" da banda alemã Empyrium, mergulham em temas como a solidão voluntária em "The Hermit Song" e o vazio do tempo em "O Eterno Se Esvai...".
Após a aclamada estreia com o EP "Lamentos Do Alvorecer", que explorava a poesia do romantismo brasileiro sob uma ótica sombria, Null expande a sua paleta sonora em "Hermetic". O novo álbum incorpora mais elementos de Atmospheric Black Metal e Dark Ambient, aprofundando a proposta estética que torna MORTEM SOLIS uma das vozes mais singulares e promissoras do metal extremo nacional. A produção, mixagem e masterização ficaram a cargo de E. Soulreaper, que atuou como um mentor para lapidar a visão de Null, enquanto a identidade visual foi materializada pelo artista Cayo Farias.
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